Spontaneous and Acquired Political Consciousness

24.04.2018

We have not, in our time, moved from socialism to apathy or reaction, whatever the pessimists may consider. We have moved instead from socialism to anti-capitalism. That is hardly much of a shift at all, and one which is in any case entirely understandable in the light of recently actually existing socialism; but it is, even so, a backsliding.

You can attain anti-capitalist consciousness simply by looking around the world with a modicum of intelligence and moral decency, but you cannot attain a knowledge of global trade mechanisms or the institutions of workers’ power in this way. The distinction between spontaneous and acquired political consciousness, whatever historical disasters it may have contributed to, is itself a valid and necessary one.

TERRY EAGLETON, “Lenin in the Postmodern Age”, in Lenin Reloaded: Toward a Politics of Truth

Um Intenso Ódio de Classe

07.04.2018

O Partido dos Trabalhadores (PT) cometeu erros políticos graves, sem que eles apaguem os seus muitos acertos. Mas como escreveu Frei Betto, certeiro, acatou “uma concepção burguesa de Estado, como se ele não pudesse ser uma ferramenta em mãos das forças populares, e merecesse sempre ser aparelhado pela elite”. A instrumentalização política das instituições de poder, a que se assiste desde o golpe, não pode ser desligada desses erros. Seja como for, vale a pena observar com atenção o ódio que sectores da sociedade brasileira (e não só) têm a Lula da Silva. É um intenso ódio de classe. E é isso que há-de ser derrotado com a nossa solidariedade. [Fot. Francisco Proner/Reuters.]

Apelo pela Cultura

06.04.2018

Gente aos montes em Coimbra. Defendem a importância fundamental de um serviço público de cultura para uma democracia plena. A dignidade de quem trabalha no sector. O acesso generalizado aos bens culturais. A luta continua!

O Estranho Silêncio

02.04.2018

Habituámo-nos a ler e a ouvir comentários vindos da direita conservadora e liberal de que as greves no sector dos transportes não existem porque as trabalhadoras e os trabalhadores são obrigados a defender, como força organizada, a sua dignidade face às condições laborais a que estão sujeitos. Não. Existem porque, enfim, as empresas são públicas. Se fossem privadas, tal não aconteceria. (Fica sempre a ameaça no ar de que o direito à greve, que por vezes é a única via de contestação, custando a perda de rendimentos a quem é assalariado, é uma espécie de “regalia”.) Por isso, estranho o silêncio dessas pessoas sobre a greve na Ryanair, uma empresa privada irlandesa. Uma greve que tem escancarado a intimidação a que estão sujeitas as trabalhadoras e os trabalhadores da empresa em greve em Portugal e aquelas que se têm solidarizado com esta luta noutros países. Talvez seja isso: é uma situação em que se vê a face monstruosa do capitalismo que alguma opinião prefere ignorar ou ocultar.