4.º Aniversário da Abertura das Candidaturas ao PREVPAP

14.06.2021

Histeria

30.05.2021

O descontrolo emocional, frequentemente acompanhado por gritos, de líderes da direita portuguesa, de André Ventura a Francisco Rodrigues dos Santos, não fere apenas os ouvidos. Fere a razão.

Arte e Pensamento, Modos de Transformar: 2.ª Sessão

26.05.2021

Solidariedade com a Palestina: Coimbra

12.05.2021

Arte e Pensamento, Modos de Transformar: 1.ª Sessão

12.05.2021

Exigências da CGTP-IN sobre o Teletrabalho

12.05.2021

8.ª Conferência da CIMH/CGTP-IN

12.05.2021

O Que Fazer?

01.05.2021


O 25 de Abril, dia da liberdade, chamou muita gente à rua. Muitas dessas pessoas estão preocupadas com o ataque à democracia que tira proveito das suas fragilidades. Esta ofensiva vem de forças políticas que sempre conviveram mal com as conquistas da Revolução de Abril e com ela querem acertar contas. Por vezes essas pessoas inquietas perguntam: o que fazer para resistir e manter a esperança? Lutar. Foi o que aconteceu em 1974, no 1.º de Maio depois do 25 de Abril. Foi o que fizemos hoje em todo o país. É o que fazemos todos os dias. Só a luta organizada transforma a realidade social e aprofunda a democracia. Só a luta organizada produzirá uma nova sociedade. Uma sociedade sem classes antagónicas, de liberdades alargadas, de economia e cultura desenvolvidas, ecologicamente equilibrada. Uma sociedade de justiça, baseada na igualdade de cidadania, no direito à diferença, na solidariedade humana, na fraternidade universal entre os povos, assente nos valores da soberania, da cooperação e da paz. (A foto do 1.º de Maio em Lisboa é da camarada Ana Pires.)

Inauguração do Mural “O 25 de Abril nas Escolas”

25.04.2021


A CGTP-IN esteve hoje representada no acto de inauguração do mural “O 25 de Abril nas Escolas”, frente ao Museu Nacional Liberdade e Resistência em Peniche. A delegação foi composta pela Ana Rita Carvalhais, Coordenadora da União dos Sindicatos de Leiria, e por mim, da Comissão Executiva do Conselho Nacional da CGTP-IN. A foto é do Luis Lobo. Eis a breve saudação que apresentei:

“Em nome da CGTP-Intersindical Nacional, agradeço o convite que nos foi dirigido para participarmos neste acto de inauguração. É uma honra podermos estar aqui e associarmo-nos à inauguração deste mural que em boa hora a FENPROF decidiu organizar e materializar, em parceria com o Município de Peniche, e em conjunto com várias organizações.

Comemorar o 25 de Abril de 1974 é celebrar a liberdade reconquistada pelo povo português e a instituição do regime democrático em que vivemos. Para trás ficaram 48 longos anos de ditadura fascista, combatida também nas organizações sindicais existentes e, mais tarde, através da criação da Intersindical em 1970. A Revolução de Abril é um momento ímpar da nossa história colectiva, um acto de emancipação social e nacional. Com esta celebração, damos valor às conquistas que resultaram deste processo, mas tomamos também o pulso à nossa capacidade para defendermos, desenvolvermos, e alargarmos o que conquistámos. A história da democracia de Abril ainda está ser escrita, também por nós aqui, com os olhos postos no futuro de um Portugal mais desenvolvido e assumidamente soberano.

Mais do que uma data, o 25 de Abril assinala o início de um processo revolucionário protagonizado pelo povo e pelos militares progressistas que realizou profundas transformações e conquistas democráticas no nosso país. Conquistaram-se liberdades e garantias, direitos políticos, económicos, sociais e culturais, afirmaram-se a soberania e a independência nacionais. Valores e princípios consagrados na Constituição da República Portuguesa que representaram avanços significativos nas possibilidades de organização dos trabalhadores para a sua própria defesa, como elemento mais frágil no interior das relações laborais.

Neste dia, o povo e os trabalhadores demonstram em todo o país a sua vontade em continuar a lutar contra a exploração, por melhores condições de vida e de trabalho, por uma justa distribuição da riqueza produzida, pelo avanço nos direitos, pela valorização dos trabalhadores. Este mural, pelas suas imagens, pela importância que dá à expressão artística, pelo esforço colectivo que o tornou possível, é também uma peça da afirmação de que o 25 de Abril continua vivo na nossa intervenção, no nosso pensamento, nas nossas aspirações. A democracia não é uma conquista eterna. A democracia reclama a nossa vigilância e a nossa protecção empenhada. Reclama também que se reconheça esta simples verdade: se há promessas de Abril que ainda não se cumpriram, cabe-nos não desistir delas e lutar para que se concretizem, dando sentido real ao projecto emancipador e democrático associado a este dia, de progresso e justiça social. A CGTP-Intersindical Nacional considera, por isso, que continua a ser o 25 de Abril e o caminho até ao 1.º de Maio a encerrarem a chave do futuro.”

Manifestação Nacional “Por Uma Europa dos Trabalhadores e dos Povos”, 8 de Maio

21.04.2021