O Trabalho Científico em Portugal:
Precariedade e Burnout

04.02.2021

Dizer e Entender

26.01.2021

Na RTP1, Diogo Pachedo de Amorim (esse, ex-MDLP, organização bombista do pós-25 de Abril) diz “ascensão” e a jornalista Ana Lourenço entende “excepção”. Foi um mal-entendido que ficou por resolver porque rapidamente se passou para outra questão. Mas foi um equívoco tão revelador quanto o facto de ter ficado em aberto, sem discussão.

Viver

24.01.2021

Nestas eleições não estou ao serviço numa mesa de voto, como é habitual, porque sou mandatário da candidatura de João Ferreira. Votei e tenho acompanhado os comentários aqui e acolá. Só posso dizer que estão a ser cumpridas todas as regras sanitárias para tornar seguro este acto eleitoral. Tal capacidade de organização num tempo tão difícil e exigente é um triunfo da nossa democracia que deve ser assinalado. O único perigo que alguém pode correr é mesmo o de não ir votar. Um familiar que faz parte de um grupo de risco (idade avançada) disse-me esta semana que não ia votar porque tinha receio. Entendi, embora eu próprio faça parte de um grupo de risco (doença respiratória crónica), mas comentei-lhe que era mais perigoso ir ao supermercado. Ao que ele me respondeu que nesse caso tem mesmo que ir, caso contrário não sobrevive. Fiquei a pensar que uma boa razão para irmos votar é assegurar que vivemos em vez de simplesmente sobrevivermos.

Defender a Democracia dos Seus Inimigos

23.01.2021

A ideia de que, nesta eleição, defender a democracia dos seus inimigos é votar para “o segundo lugar” ou para “um lugar à frente de”, é um absurdo, um gesto de despolitização da política. A democracia só se defende quando não se deixa fazer refém dos seus inimigos. Quando não os promove, mesmo que inadvertidamente. Quando não cai nas suas armadilhas e emboscadas. Quando não lhes passa armas para a mão. Quando não se deixa confinar por eles. Em suma, defender a democracia é apoiarmo-nos nos seus fundamentos — em especial na nossa Constituição, que regula a vida social em Portugal, assume valores, afirma um caminho de construção de um país mais livre, mais justo, mais fraterno.

O Capitalismo Não É Verde

23.01.2021

Vale a pena insistir: o capitalismo não é verde. Leia-se com atenção estas notas de Vasco Cardoso.

Os Preconceitos Fechados

21.01.2021

Já terá acontecido a muitos católicos e não apenas a mim. Amiúde, alguém que pouco sabe sobre religião, em geral, e sobre a Igreja Católica, em particular, aparece-nos com uma artilharia de estafados preconceitos que confunde com um conhecimento profundo. Em muitos casos, são fruto do que ouviu dizer ou da sua limitada experiência pessoal. Demora pouco até nos acusar de não sermos bem católicos, de fazermos afirmações que “não são permitidas aos fiéis” por contradizerem a visão fundamentalista que nos atribui. Eu, que como dominicano tenho convicção e gosto em ser ortodoxo, costumo ficar atónito. Como comentou o camarada Joaquim Namorado, homem livre, “a ortodoxia é uma verdadeira aventura neste mundo de heterodoxias cómodas e de aspiração à irresponsabilidade [...] é a forma mais eficaz de construir (sonhar) o futuro”. Lembrei-me disto quando assisti à estimulante “conversa improvável” entre José Pacheco Pereira e João Ferreira para o Público. A troca de palavras entre os dois atingiu um clímax hilariante quando o primeiro insistiu com o segundo que “um marxista-leninista não pode dizer isso” porque aquilo que estava a ouvir sobre a importância da vontade no curso transformador da história não corresponde à ideia simplista e rígida que tem do marxismo-leninismo. É o que acontece quando uma pessoa acha que sabe tudo sobre um tema à partida e arrumou esse dito saber numa gaveta estanque, fechada à chave.

O Contrário de um Fascista

20.01.2021

Nunca esquecerei uma lição que passou de gerações mais velhas e experientes de camaradas para nós: o contrário de um fascista é simplesmente um democrata, não um adepto desta ou daquela ideologia.

Das Raízes

19.01.2021

Há campanhas feitas com muito esforço e companheirismo por apoiantes. E há uma campanha que está a ser praticamente feita sem qualquer esforço, por descuido ou simples insensatez, por quem acha que a melhor forma de participar na luta política não é apoiar alguém, é combater alguém, comentando todas as suas provocações, promovendo-o a todo o vapor. Pensem.

Pensem, Por Favor

17.01.2021

Vejo muita gente a partilhar imagens de três bispos portugueses, António Marto, José Tolentino Mendonça, e Manuel Clemente, com citações contra o homem de quem se fala demasiado e o seu partido. São obviamente falsas. Entendo que algumas pessoas gostassem que fossem verdadeiras, embora não seja o meu caso. É verdade que o conteúdo geral das frases, não o seu destinatário declarado, já foi articulado. Mas o que vale a pena perguntar é: quem criou estas imagens? Penso que só faz sentido que tenham sido elementos do partido visado. A estratégia é sempre a mesma: semear divisões (até dentro da Igreja Católica), procurar provocar reacções, gerar oportunidades de vitimização para aparecerem como anti-sistema, aumentar a campanha nas redes sociais à custa de adversários que fazem o favor de divulgar e multiplicar o nome do deputado e do seu partido. Pensem, por favor.

Pensem

14.01.2021

Há campanhas feitas com muito esforço e companheirismo por apoiantes. E há uma campanha que está a ser praticamente feita sem qualquer esforço, por descuido ou simples insensatez, por quem acha que a melhor forma de participar na luta política não é apoiar alguém, é combater alguém, comentando todas as suas provocações, promovendo-o a todo o vapor. Pensem.