Acção e Luta em Todos os Sectores

25.11.2020

O Congresso Também é Teu

24.11.2020

Quando em Março se sucederam ataques aos trabalhadores, houve um partido que não se confinou. Um partido que esteve ao teu lado quando ficaste desempregado, quando soubeste do ‘lay-off’. Ao teu lado quando foste trabalhar sem equipamentos de protecção. Enquanto apanhavas o comboio sobrelotado. Ao teu lado quando faltou o apoio para o teu pequeno negócio. Em Março, como em Abril, Maio ou Setembro, dissemos ‘nem um direito a menos’. Em todos esses momentos quando outros faltaram, dissemos ‘presente’. E a luta não faltou onde era mais necessária. Mas porque aqueles que querem no seu bolso o resultado do teu trabalho, dos teus sacrifícios, não pararam, a luta também não pode parar. E essa luta não cai do céu. Não está escrita nas estrelas. Ela é feita da vontade dos trabalhadores. E este é o seu congresso.

Olhar o Presente de Frente

23.11.2020

É enternecedora a preocupação de algumas figuras pelo “custo eleitoral” que o Partido Comunista Português poderá pagar ao manter o seu congresso. Na insistente campanha montada e alimentada, o “poderá” confunde-se sempre com o “deverá”.

Há de tudo. Da boca de muitas dessas pessoas já ouvimos cobras e lagartos, a mais pura desinformação sobre nós e o que defendemos. De outras vieram outrora discursos de declínios e óbitos sucessivamente anunciados, que, azar dos azares, nunca se confirmaram. Já para não falar daquelas que, volta e meia, defendem a importância do PCP para o regime democrático, algumas até ousando dizer que querem um “Partido Comunista forte” — mas não demasiado forte, não é?

As batalhas eleitorais são importantes, certamente. Mais votos e mais mandatos fortalecem a capacidade de transformação progressista da sociedade portuguesa, na senda da Revolução de Abril. Entretanto, os comentários negativos fazem manchetes e preenchem programas de televisão. As nossas iniciativas, intervenções, propostas, quase nunca. Sim, as batalhas eleitorais são importantes, mas não são tudo, nem nada que se pareça, desde logo porque não esgotam o exercício dos direitos democráticos conquistados com a revolução.

Na verdade, é um erro de análise considerar o PCP como um partido como os outros, obcecado com eleições, quando há tantos avanços que se conseguem simplesmente ajudando a organizar as gentes pelo que é justo, pelo que torna a sua vida melhor. Portanto, não é apenas o facto de o PCP ser centenário, de já ter passado por tudo e mais alguma coisa, de resistir quando pressionado, duro de roer. É a convicção que lhe está na base no contexto do sistema capitalista e imperialista: de que deve estar à altura dos momentos históricos em defesa da classe trabalhadora e do povo português, em solidariedade inabalável com os trabalhadores e povos espalhados pelo mundo. É isso que explica que o PCP se tenha mantido firme na clandestinidade durante mais de 50 anos, sem eleições para disputar, mas empenhado na luta pela liberdade e democracia.

Dir-me-ão que o PCP não é um partido deste tempo estouvado no qual a espuma dos dias é decisiva. Pois não. Ainda bem. É de um tempo sedimentado que olha o futuro quando à sua volta se nota a dificuldade em olhar o presente de frente.

Levar a sério a epidemia e as suas consequências é garantir a segurança e protecção através de medidas sanitárias adequadas. Mas é mais do que isso. Há-de se fazer a história deste período e o que ficará será a coragem e a combatividade de quem não se deixou paralisar enquanto a situação social se degradava, de quem não desistiu de defender quem tudo foi perdendo, de quem não deixou de apontar quem mais uma vez lucrou, de quem se recusou a cruzar os braços, enfim, de quem sabe que os direitos políticos facilmente estão sob ataque numa situação de crise, como se tem visto, como se não fossem eles que fundassem todos os outros direitos.

“Quando em Março se sucederam ataques aos trabalhadores, houve um partido que não se confinou. Um partido que esteve ao teu lado quando ficaste desempregado, quando soubeste do ‘lay-off’. Ao teu lado quando foste trabalhar sem equipamentos de protecção. Enquanto apanhavas o comboio sobrelotado. Ao teu lado quando faltou o apoio para o teu pequeno negócio. Em Março, como em Abril, Maio ou Setembro, dissemos ‘nem um direito a menos’. Em todos esses momentos quando outros faltaram, dissemos ‘presente’. E a luta não faltou onde era mais necessária. Mas porque aqueles que querem no seu bolso o resultado do teu trabalho, dos teus sacrifícios, não pararam, a luta também não pode parar. E essa luta não cai do céu. Não está escrita nas estrelas. Ela é feita da vontade dos trabalhadores. E este é o seu congresso.”

Negligência

10.11.2020

A campanha de João Ferreira tem sido incansável no contacto, nas reuniões, no diálogo, nas pontes. A comunicação social, em especial as televisões, tem estado ausente. Podemos mesmo dizer até que tem sido negligente, na medida em que devia ter um papel fundamental de informação neste período de tantas restrições, um tempo que afasta ainda mais as pessoas da participação política na vida democrática.

Dia Mundial do Professor 2020

28.09.2020

Mais informação aqui.

Cantemos e Sentemo-nos à Mesa

08.09.2020

Volta e meia, o meu aniversário coincide com a Festa do Avante! Há uns anos, um amigo (que não é militante do PCP) disse-me a rir-se que o partido se tinha excedido no festejo. Se é verdade que a Festa não é feita para mim nesse dia, também é, porque é feita por nós para todas pessoas que desejam uma vida melhor e que querem vivê-la. E a verdade é que nunca gostei tanto de celebrar o meu aniversário como ali, naquela terra sem amos que celebra a vida fraterna e unida, o seu potencial transformador, um projecto feito realidade. No meio de tudo isso, há camaradas que contam mais um ano. Cantemos e sentemo-nos à mesa.

Communists Serve

02.09.2020

Is he who does not engage with the masses a communist? By no means. Uniting with the masses and coming to understand their positions, their needs, and their material conditions is the heart of communism. The ivory tower Marxists who insulate themselves from the masses cannot do the work required to bring about socialist construction. Communism does not mean to lead the people, but to serve them; communists do not command the people, but merely help the people find their own strength.

A ‘communist’ divorced from mass work is little better than a communist without a party at all. It is from these so-called communists, these Marxists-in-theory, that petit-bourgeois opportunism most commonly springs. Being divorced from the people, these Marxists are doomed either to commit the two cardinal errors of commandism or tailism. Those who refuse (through ignorance, classism, or for any other reason) to join the people and do mass work will be prone either to demanding the masses catch up to their own level of development (commandism) or else forever trailing behind the masses and only taking up the banner of struggles that are no longer the progressive forefront of class consciousness (tailism).

JOSH ZOLOTIN, “The Empire and the General Strike”

Prova de Fogo

02.09.2020

No meio disto tudo, é de assinalar que a insanidade não atingiu toda a gente. Há muito que a discussão em torno da Festa do Avante! deixou de ser sobre saúde pública, um valor que o PCP tem defendido com toda a força, e passou a ser um ataque cerrado, uma perseguição política que não esconde um laivo de irracionalidade. Mesmo com um plano de contingência detalhado, elaborado de acordo com as orientações da Direcção Geral de Saúde, o seu parecer técnico, e as reuniões de trabalho realizadas com o PCP, a ofensiva continua. A divulgação desse plano não foi exigida a mais nenhuma entidade, nomeadamente à Igreja Católica que organizou muito bem, como seria de esperar, o fecho da Peregrinação Internacional Aniversária de Agosto no Santuário de Fátima, com vários milhares de peregrinos, alguns deles vindos do estrangeiro. Estamos habituados a provas de fogo. E vamos superar mais esta.

A Fogueira dos Anti-Democratas

31.08.2020

A direita com a violência no sangue, saudosa da ditadura, aquela que foi contra o 25 de Abril e os seus avanços revolucionários nos planos económico, político, social, e cultural, agora não ataca e incendeia centros de trabalho, não põe bombas: quer queimar o Partido Comunista Português vivo em praça pública. Os anos passam e o plano continua, adormecido — neste momento, acordado. Era preciso ter defendido Abril, retomado o seu caminho progressista, para que essa ideologia nefasta fosse desaparecendo. Os anti-democratas sabem sempre quem lhes pode fazer frente.

Promover a Ignorância e a Mentira

31.08.2020

É assustador o modo como o comentário e a opinião de gente apresentada como respeitada e respeitável promove a ignorância e a mentira, na generalidade com um claro sentido ideológico. Pensamento crítico, precisa-se, e abundam recursos rigorosos para o suportar com solidez. Ontem, Paulo Portas disse na TVI, com a sua habitual convicção encenada, que a Líbia nunca foi um verdadeiro país, nem constituição tinha. A primeira constituição data de 1951, dois meses antes da declaração formal de independência do Império Italiano. A segunda constituição data de 1969, depois do derrube da monarquia e da expulsão dos militares britânicos e estado-unidenses.