Reconhecer e Combater

09.09.2017

A dificuldade em reconhecer o racismo e a xenofobia sistémicas em Portugal, a sua negação consciente ou inconsciente perante a realidade, desligando-a de uma história de colonialismo, opressão, e guerra, é a confirmação cabal da sua existência e enraizamento. E, já agora, como o PCP foi dizendo, não se combate o racismo e a xenofobia cedendo a manifestações racistas ou xenófobas.

Real Social Equality

07.08.2017

“Equality, rightly understood [...], leads to liberty and to the emancipation of creative differences.” Barry Goldwater anti-civil rights speech in 1964 still echoes today. This is the liberty that the ideology of neoliberalism revels in. It is the freedom of some to oppress and exploit others. Call it “the emancipation of creative differences” (just consider this phrase!). Call it “liberty” (whose?). Call it whatever you like. It is not the real social equality, for which workers and people discriminated against because of their race, ethnicity, gender, religion or sexual orientation have fought in the past and still fight today.

Questões do Euro, da Dívida, da Banca

01.07.2017

O PCP, os Católicos e a Igreja (Gondomar)

14.02.2017

Sessão sobre a Situação na Síria

07.12.2016

A Verdade Liberta

11.02.2016

O jornal Avante! publica hoje um artigo em torno do filme Spotlight (O Caso Spotlight, 2015) assinado por mim. Está acessível aqui.

Capitalism is the Systematic Exploitation of Labor

14.12.2015

In actuality, capitalism is still basically capitalism — and this explains the emergence of the purely superstructural readings of capitalism as a discursive regime held in place by fixed ideas — because of the basic expropriation of labor power from wage workers. All anticapitalist theories that foresee social change being brought about without the abolition of exploitation in the base are in fact sentimental morality tales masquerading as critiques of capitalism (which is what makes “emotional labor” so useful as the imag(in)ed social relations of global melodrama). Capitalism, as classical Marxism explains, is the global mode of social production in which labor has been transformed into a commodity by the total separation of the worker from the means of production. The result of this global expropriation is the class binary (that taboo term of mainstream theory) between exploiters and exploited because it forces those who have only their labor-power to sell to work for those who own the means of production and to produce profit for them or else starve. It is this systematic exploitation of labor that makes capitalism capitalism, not its maintenance of oppressive regimes of labor outside the logic of capital.

—Stephen Tumino, Cultural Theory After the Contemporary

Democracia e Cidadania

17.05.2015

De um texto lúcido, e muito actual, de Manuel Gusmão, “Democracia e Cidadania: Nota para um Caderno de Encargos”, publicado no n.º 9 de 2000 do Caderno Vermelho, revista do Sector Intelectual de Lisboa do PCP:

O cidadão pode ser desdobrado em várias figuras, papéis, ou condições. Pode ser visto como um eleitor, um contribuinte, um consumidor, um utente, um morador, um habitante do planeta. Nessas suas qualidades abrem-se espaços de cidadania, espaços de organização e luta, espaços de participação que não podem ser negligenciados. Entretanto há que observar que essa multiplicidade de figuras pode ser construída como uma fragmentação, e uma fragmentação que esconde uma das condições do cidadão, a sua relação com o sistema de produção e de propriedade dos meios de produção. Por aí esconde-se que a indivisibilidade dos direitos implicou (no seu devir histórico) e implica hoje que o trabalho seja reconhecido como fonte de direitos, e que o trabalho sem direitos é uma inaceitável amputação da cidadania, uma amputação que está em estreita relação com a tentativa de mercadorização de todas as esferas da actividade humana.

Desassossego

30.04.2015

No editorial do último número do jornal Voz do Trabalho, publicação da Liga Operária Católica - Movimento de Trabalhadores Cristãos, o coordenador nacional José Augusto Paixão diz que “não podemos ficar sossegados”, escrevendo: “Na passagem de mais um aniversário do 25 de Abril de 1974 e quando avaliamos a desvalorização social e humana que hoje se vive em Portugal, não podemos esquecer que as políticas que provocaram a situação em que nos encontramos são totalmente contrárias às da Revolução de Abril, cujos valores e objectivos visam a democracia participativa, o desenvolvimento civilizacional e humano e a dignidade de todos os cidadãos, o que é preciso reafirmar e defender, para que se possa realizar.”

A “Democracia” no Capitalismo

22.04.2015

A democracia para uma ínfima minoria, a democracia para os ricos — tal é a democracia da sociedade capitalista.

—V. I. Lénine, O Estado e a Revolução